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O Pesadelo de Darwin (Darwin's Nightmare) PDF Imprimir Correo-e
“O Pesadelo de Darwin” é umha crua metáfora da globalizaçom neoliberal, do triunfo global do capitalismo e as suas conseqüências ambientais e sociais.

pesadelo_darwin_ptO Pesadelo de Darwin (Darwin's Nightmare). Hubert Sauper (França, Áustria e Bélgica), 2004, 107 min.

Dirigido por Hubert Sauper chegou em 2005 aos cinemas, precedido e acompanhado por prestigiosos prémios, o documental “O Pesadelo de Darwin”. Nom foi dos filmes mais vistos do ano. Quase que non passou polas salas, moveu-se mais por circuítos alternativos, informais, e graças ao boca-a-boca. Afortunadamente saíu rápido em DVD.

“O Pesadelo de Darwin” é umha crua metáfora da globalizaçom neoliberal, do triunfo global do capitalismo e as suas conseqüências ambientais e sociais. Em palavras do próprio director, poderia ter sido rodada em Serra Leoa, com diamantes de fundo, em Honduras, com plátanos, ou nos ricos em petróleo Iraque, Nigéria e Angola, mas o lugar escolhido e o preçado recurso fórom outros.

O documental de Hubert Sauper foi rodado em Tanzánia, nas beiras do lago Vitória, o lugar considerado berce da humanidade. Ali foi introducida nos anos '60 umha espécie invasora, a perca do Nilo, que nom demorou em se apoderar do que é o maior lago tropical do mundo. Ao redor da perca medrou umha indústria dedicada ao procesado deste peixe para a sua exportaçom, nomeadamente a Europa, onde se pode mercar como “filetes de mero”.

Toneladas de peixe saem de Tanzánia, país receptor de ajuda alimentar, cara Europa, em grandes avions da ex-Uniom Soviética, que voltam cargados de armas coas que se alimentam as guerras em África. Contodo, “O Pesadelo de Darwin” nom tem como centro do seu argumento o “intercámbio” de peixe por armamento, senom que se dedica a nos apresentar o que gira em torno ao negócio da perca do Nilo: a indústria exportadora, os pilotos ex-soviéticos, os representantes da cooperaçom da UE, o abandono do rural e a emigraçom à cidade, a prostituiçom, @s nen@s da rua, a fame... e as armas. Todo um mundo que existe coa inestimável cumplicidade d@s inocentes consumidoræs europeus e no que ninguém semelha ter nengumha responsabilidade.

“O Pesadelo de Darwin” amosa-nos umha situaçom indignante e estarrecedora, dumha extrema gravidade, pero tamém a catástrofe que está por vir: quê será o que ocorra quando, nom dentro de muito tempo, o lago Vitória colapse?.

Xosé María García Villaverde 

 

 
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