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Enquisas

Para superar a crise...
 
Citas de Michael T. Klare e José Manuel Naredo PDF Imprimir Correo-e
Citas de Michael T. Klare, profesor de Relacións Internacionais no Hampshire College, sobre a influencia de China no panorama enerxético global, e de José Manuel Naredo, economista, sobre paralelismos e diferenzas entre as crises de Irlanda e do Estado español.

"Poucas vezes uma entrevista foi tão reveladora acerca da mudança do poder global a que estamos a assistir no nosso mundo: a 20 de Julho, o principal economista da Agência de Energia Internacional (AEI), Faith Birol, declarou ao Wall Street Journal que a China tinha ultrapassado os Estados Unidos ao transformar-se no primeiro consumidor mundial de energia. Poderíamos ler esta notícia de diversas maneiras: como uma prova da superioridade industrial chinesa; como uma evidência da persistente recessão nos Estados Unidos; como prova da crescente popularidade dos automóveis naquele país oriental; e até como prova de uma maior eficiência energética em comparação com a norte-americana. Todas estas observações seriam válidas. Mas evitariam a questão principal: ao transformar-se no principal consumidor planetário de energia, a China assegurará o seu papel dominante no cenário internacional e determinará o rumo do nosso futuro global.

Se tivermos em conta a ligação estreita entre energia e economia global, bem como as dúvidas crescentes sobre a futura disponibilidade do petróleo e de outros combustíveis, as decisões chinesas em matéria energética passarão a ter um impacto de grande alcance. Como actor principal no mercado energético global, a China determinará de uma forma decisiva, não só os preços que se pagarão por combustíveis fundamentais, mas também os sistemas energéticos que predominarão daqui em diante. Mais: as decisões chinesas em matéria energética determinarão se a China e os Estados Unidos conseguem evitar ser arrastados para uma batalha global pela importação de petróleo e se o mundo escapará a alterações climatéricas de dimensões catastróficas."

Michael T. Klare, Professor de Relações Internacionais, especializado em estudos de Paz e Segurança Mundial, no Hampshire College. En, China, a superpotência energética do século XXI (artigo publicado em TomDispatch.com, tradução para o português em Esquerda.net).

 

"Se ha hablado mucho del abismo que separa la situación más crítica de la economía irlandesa respecto a la española, pero poco de los paralelismos y flaquezas de la economía española, que son los que más nos deberían preocupar para corregirlos (...).

Entre los paralelismos destaca que los dos países acusan la resaca de un mismo modelo de desarrollo insostenible gobernado por sendas burbujas inmobiliarias que se han dejado ir irresponsablemente hasta el estallido final. En los dos países el mismo triángulo fuertemente cohesionado de elites financieras, inmobiliarias y políticas es el responsable. En ambos casos la banca concentró excesivos riesgos en el ladrillo con el consentimiento de los reguladores financieros y de los políticos gobernantes. En ambos casos se impuso un bipartidismo complaciente con el modelo inmobiliario-financiero causante de la crisis, que se empeña ahora en desviar la atención y las responsabilidades hacia los salarios y las pensiones, para recortarlos de acuerdo con la patronal."

José Manuel Naredo, economista e estatístico. En Parelelismos y diferencias con Irlanda (Público , 7 de decembro de 2010).

 
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