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El ecologismo de los pobres PDF Imprimir Correo-e
Reseña
Joan Martínez Alier, catedrático do Departamento de Economía e Historia Económica da UAB  é o autor deste denso, complexo e interesante livro subtitulado Conflictos ambientales y lenguajes de valoración.

Título: El ecologismo de los pobres

Autor: Joan Martínez Alier

Editorial: Icaria

Ano: 2005

Páxinas: 363


el_ecologismo_de_los_pobresJoan Martínez Alier, catedrático do Departamento de Economía e Historia Económica da UAB (Universitat Autònoma de Barcelona) e director da  revista Ecología Política , é o autor deste denso, complexo e interesante livro subtitulado Conflictos ambientales y lenguajes de valoración.

Martínez Alier apresenta o que, desde o seu ponto de vista, som as três correntes de preocupaçom e activismo ambiental hoje existentes no mundo:

A primeira, que denomina "culto ao silvestre", teria como base científica a Biologia da Conservaçom. O "culto ao silvestre" nom pom em causa o crescimento económico, amosa preocupaçom polo crescimento populacional e se centra na preservaçom e mantimento do que resta de espaços naturais prístinos. Nesta corrente serian activos biólog@s e filósof@s ambientais radicad@s em capitais do "Norte" e organizados en entidades como IUCN (International Union for the Conservation of Nature), WWF (Worldwide Fund for Nature) e NC (Nature Conservancy). Segundo Martínez Alier, nos últimos trinta anos, o "culto ao silvestre" estivo representado no activismo "occidental" polo movimento biocentrista conhecido como "ecologia profunda".

A segunda corrente ambiental é a que o autor identifica como "credo ou evangelho da ecoeficiência". Preocupado pola economia na sua totalidade, centra-se nos impactos ambientais e os riscos para a saúde das actividades industriais, a urbanizaçom e a agricultura moderna, frente ao que defende o desenvolvimento sustentável e a modernizaçom ecológica. Seria um movimento de engenheir@s e ecomomistas que no lugar do termo "natureza" prefeririam usar "recursos naturais", "capital natural" ou "serviços ambientais". O "credo da ecoeficiência" dominaria actualmente os debates ambientais, sociais e políticos, em Europa e EUA, e teria ao Instituto Wuppertal como máximo exponhente nos anos '90.

"Culto ao silvestre" e "credo da ecoeficiência" seriam duas correntes ambientais "occidentais" que em ocasions apareceriam mesturadas a umha coa outra. A sua orige nom estaria na entrada das economias "occidentais" numha suposta fase postmaterialista, senom na degradaçom ambiental, na destruçom das paisages, na cresecente contaminaçom química e nos riscos ou incertidumes nucleares. Frente a estas duas correntes Martínez Alier situa umha terceira que as desafia: o "ecologismo dos pobres", "ecologismo popular" ou "movimento da justiza ambiental". Esta corrente nom foi identificada até os anos '80 porque os seus actores adoitam nom utilizar umha linguage ambiental. A sua orige estaria nos conflitos ambientais distributivos, nos conflitos ambientais causados, a diferentes níveis, polo crescimento económico e a desigualdade social, e os seus activistas seriam pobres e minorias. E é que, nos conflitos ecológicos distributivos, as pessoas pobres, em muitas ocasons, adoptam de facto umha posiçom de defesa ambiental aínda que nom pretendam ser ecologistas. Nesta corrente enquadrariam-se multitude organizaçons como Acción Ecológica de Ecuador, os movimentos Chipko e Green Belt, e redes como Oilwatch ou RedManglar.

Apresentadas as três correntes que na sua opiniom conformam o ambientalismo ou ecologismo (termos que utiliza indistintamente por ter diferentes significados em diversos países), Martínez Alier passa a abordar dous novos campos de estudo: a Ecologia Política e a Economia Ecológica, relacionados entre si e, à sua vez, coa situaçom ambiental global. A Economia Ecológica, criada por ecólog@s e economistas, estuda o inevitável enfrentamento constante entre economia e ambiente, fenómeno do que surgem os conflitos ecológicos distributivos e a resposta a estes, o "ecologismo dos pobres", objecto de estudo da Ecologia Política, disciplina surgida da Geografia, a Antropologia e a Sociologia Ambiental.

A categorizaçom do movimento ambiental elaborada por Martínez Alier nom melhora, na minha opiniom, a realizada por Andrew Dobson e asumida por Jorge Riechmann. As correntes das que fala som equiparáveis ao que podemos conhecer como conservacionismo (que nom devemos confundir com "ecologia profunda" ou ecologismo místico), ambientalismo tecnoentusiasta e ecologismo social. Aínda que interesante esta é quiçá a parte mais fraca do livro. Polo demais, "El Ecologismo de los Pobres" é umha obra de mui recomendável leitura, na que Martínez Alier nos apresenta umha série de indicadores de (in)sustentabilidade e nos achega a multitude de casos de conflitos ambientais distributivos, amosando-nos as diversas formas de os abordar desde distintas concepçons ambientais, coas suas conseqüências.

Com "El Ecologismo de los Pobres", Martínez Alier desmonta com contundência a ideia de que o ecologismo é próprio de pessoas e sociedades ricas, que tenhem aseguradas determinadas necesidades e se podem permitir o luxo de defender o ambiente. O ecologismo dos pobres surge da necesidade de defender o ambiente como fonte e condiçom para o próprio sustento e tem um forte potencial transformador a favor da sustentabilidade ecológica e a justiza social.

Martínez Alier resume-o bem numha engenhossa frase surgida dumha anécdota. Frente ao título dumha conferência impartida no Instituto Wuperttal ("Ecoeficiência, a resposta europeia ao desafio da sustentabilidade") propom o lema que é espírito deste livro: Ecojustiza, a resposta do Terceiro Mundo ao desafio da sustentabilidade.


Xosé Maria Garcia Villaverde

 
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