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A conta atrás (Parte I) PDF Imprimir Correo-e

a-conta-atras300.jpg"A conta atrás" é umha novela gráfica de Carlos Portela e Sergi San Julián que conta umha historia situada num país sem nome que bem poderia ser Galiza no que sucedeu umha catástrofe ambiental que bem poderia ser a do Prestige. Umha resenha de Xosé Maria Garcia.

 

a-conta-atras300.jpgA conta atrás (Parte I)

Carlos Portela e Sergi San Julián

Factoría K de Libros, 2008

A catástrofe do Prestige e a resposta organizada como movimento Nunca Mais tivo desde mui cedo reflexo nas artes: música, fotografia, literatura, cinema documental... reflectírom a catástrofe e habitualmente apoiárom o protesto. A banda desenhada nom tinha porqué ser menos. Como parte do movimento Nunca Mais surgiu no seu dia o colectivo Chapapote, que publicou em 2003 unha obra colectiva titulada "H2Oil". Tamén em 2003, com guión de Marilar Aleixandre e debuxos de Fran Bueno o Consello da Cultura Galega publicaba, na súa colección "Ciencia para todos" o cómic "Parando a Marea Negra".

Seis anos depois daquel acidente transformado em desastre, Carlos Portela (guiom) e Sergi San Julián (debuxo) apresentan  o primeiro dos dous volumes da banda desenhada "A conta atrás", prologada por Manuel Rivas, com ilustraçom a cor e publicada tamém em espanhol ("La cuenta atrás"). "A conta atrás" conta umha historia situada num país sem nome que bem poderia ser Galiza, numha vila chamada Caldelas e que bem poderia passar por ser Mugia e na que sucedeu umha catástrofe ambiental que bem poderia ser a do Prestige, ainda que os autores pretendem que seja umha história universalizável centrada na análise do comportamento das diferentes pessoas implicadas e as suas cisrcunstáncias (vizinh@s, marinheiros, jornalistas, governantes, activistas/voluntá Este enderezo de correo-e está protexido contra spam bots, necesitas ter o Javascript activado para podelo ver ). Trata-se, já que logo, dum -em palavras de Manuel Rivas- "thiller político-social" fortemente inspirado na catástrofe do Prestige e o que a seguiu, mas cumha peculiaridade: a narraçom é cara atrás no tempo.

A história, neste primeiro volume, começa no momento em que o governo, um ano depois da maré negra, apresenta umha campanha publicitária que anúncia a limpeza das praias e a recuperaçom do sector pesqueiro. A partir de aí vai-se remontando no tempo até o momento em que se celebram umhas eleições municipais que ganhará o partido no governo. Entre um e outro momento vam-se-nos apresentando as personages cos seus comportamentos, reações e escolhas, cum focamento crítico que nos permite repassar momentos vividos e conversas escoitadas nos tempos da catástrofe do Prestige: a atitude perante as indenizações, o papel dos meios de comunicaçom, a relaçom entre governo e meios, a habilidade do partido governante e o seu domínio dos mecanismos para se manter no poder, a torpeza e amateurismo da oposiçom...

O volume completa-se cumha entrevista aos autores realizada polo crítico de banda desenhada Álvaro Pons.

"A conta atrás" retrata cumha fidelidade considerável as reações sociais, políticas e mediáticas à catástrofe do Prestige, sem maniqueísmos, deixando um amargo sabor de boca tam inevitável como a impaciência por ler a segunda parte desta novela gráfica.

Xosé Maria Garcia

 

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