hobsbawm1.jpg“Vivemos meio século de um crescimento exponencial da população global, e os impactos da tecnologia e do crescimento econômico no ambiente planetário estão colocando em risco o futuro da humanidade, assim como ela existe hoje. Este é o desafio central que enfrentamos no século 21. Vamos ter que abandonar a velha crença — imposta não apenas pelos capitalistas — em um futuro de crescimento econômico ilimitado na base da exaustão dos recursos do planeta. Isto significa que a fórmula da organização econômica mundial não pode ser determinada pelo capitalismo de mercado que é um sistema impulsionado pelo crescimento ilimitado. Como esta transição ocorrerá ainda não está claro, mas se não ocorrer, haverá uma catástrofe”.  Isto é o que afirma un dos máis destacados historiadores, o marxista inglés Eric Hobsbawn, nunha entrevista publicada na Revista Sem Terra, editada polo MST, e recollida en Ecoblogue.

Na entrevista, Hobsbawm opina tamén sobre o movimento altermundialista, recoñecéndolle dous méritos importantes: o de resucitar “a rejeição sistemática e a crítica ao capitalismo que os velhos partidos de esquerda deixaram atrofiar” e o de ser pioneiro na creación dun modo de acción política global que supera fronteiras nacionais. “Seu programa propositivo, porém, tem sido menos efetivo, em função, talvez, do grande número de componentes ideologicamente e emocionalmente diversos dos movimentos, unificados apenas em aspirações muito generalistas ou ações pontuais em ocasiões específicas”.

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